Um pouco sobre a Bioeletrografia

A bioeletrografia ou fotografia Kirlian nada mais é do que a fotografia da ionização dos gases liberados através dos poros da pele. Esses gases, que são produtos dos diversos processos biológicos orgânicos, denotam o estado de saúde física e psíquica do organismo.

A história da bioeletrografia se iniciou em Porto Alegre em 1904, com o físico e engenheiro, Padre Jesuíta Landell de Moura. Ele criou a máquina de bioeletrografia e realizou pesquisas com ela até 1912, quando foi vetado pela igreja católica. Posteriormente a bioeletrografia foi "reinventada" por Semyon Davidovitch Kirlian, e ficou conhecida mundialmente com o nome de fotografia Kirlian. Semyon Kirlian desenvolveu pesquisas com apoio de diversos cientistas russos, sendo divulgadas ao mundo a partir de 1960. No ano de 1968, o professor de física Newton Milhomens fabricou a primeira máquina de bioeletrografia brasileira, iniciando suas pesquisas em clínicas de psicologia e, posteriormente, em hospitais. Em 1975 Milhomens conheceu a acupuntura e, assim, passou a utilizar o mapa dos meridianos e sua correspondência com as pontas dos dedos para determinar a localização dos processos patológicos. Em 1969 a fotografia kirlian passou a ser utilizada na Alemanha por Peter Mandel. Milhomens continuou sua pesquisa juntamente com médicos de diversas especialidades e, posteriormente, na área de psicologia com Selma Millhomens, que atualmente é representante da IUMAB (international Union of medical and applied Bioellectrography) no Brasil.

Em 1985, o russo Konstantin Korotikov, PhD, físico e professor da Universidade de São Ptersburgo, descobriu que o efeito kirlian é o resultado da ionização de gases e vapores emanados pela pele através dos poros. Em 1987 foi publicado no Brasil, na Revista do Hospital das Forças Armadas, o artigo científico "Diagnóstico Oncológico Kirliangráfico". Em 1987 foi fundada a IUMAB na Finlândia, reconhecida pela UNESCO/ONU como órgão máximo de bioeletrografia no mundo. Todas as suas normas e diretrizes têm reconhecimento científico.

Em 1999, durante um congresso em Moscou, a Academia de Ciências da Rússia reconheceu que a kirliangrafia é comprovada cientificamente e, a partir daí o Ministério da Saúde Russo recomendou sua utilização na prática médica. Posteriormente diversas teses de mestrado e doutorado foram realizadas no Brasil e no mundo utilizando-se da bioeletrografia como auxiliar nas pesquisas. Em 2005 foi instalada a IUMAB no Brasil, em Curitiba, sob direção do professor Newton Milhomens, com jurisdição para toda a América Latina.

A bioeletrografia é um valioso instrumento que auxilia o diagnóstico de patologias psíquicas e físicas. Através dela é possível detectar neoplasias malígnas, alergias, processos degenarativos, como alzheimer, intoxicações, dores e processos inflamatórios. É muito utilizada por terapeutas como auxiliar nos diagnósticos de depressão, complexo de culpa, ansiedade, egocentrismo, conflitos emocionais, hiperatividade, apatia, inveja, tristeza, tendência suicida preocupações entre outros.

 

Fontes bibliográficas:
www.bioeletrogafia.com.br; Revista Mistérios da Psique, P 10 -14;
www.claudiadamasceno.com.

Fonte da Imagem: IPTH

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Dra. Ingrid

Graduada na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Residência médica de pediatria no Hospital Municipal da Piedade Residência médica de pneumologia pediátrica no Hospital Federal dos Servidores do Estado Pós Graduação em homeopatia...

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